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Um Rali que se serve frio... Rali da Suécia, de 9 a 12 de Fevereiro (Antevisão)
 Após o “pontapé de saída” da temporada em Monte Carlo, o Campeonato do Mundo de Ralis prossegue na Escandinávia, com a disputa do Rali da Suécia, prova que terá uma incursão em território norueguês.
Com uma sólida vitória no principado, os octa-Campeões do Mundo, Sébastien Loeb e Daniel Elena, enfrentam agora os pilotos nórdicos no seu terreno. Vencedores da prova em 2010 e 2011, Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen procuram também o terceiro triunfo consecutivo e o primeiro com a Citroën Total World Rally Team... Antes de entrar numa fase de seis provas consecutivas em pisos de terra, o WRC dirige-se ao norte da Europa rumo ao frio polar. Baseado em Karlstad, a cidade principal da região de Värmland, o Rali da Suécia tem algumas novidades para a edição de 2012. O dia de quinta-feira ficará marcado pela realização da primeira especial de qualificação da história do Mundial de Ralis. Igualmente aplicado nos ralis de terra, este sistema permitirá aos melhores pilotos escolherem a posição de partida na primeira etapa, eliminando assim o problema de abrir a estrada e limpar as trajectórias. O primeiro dia de prova, sexta-feira, realiza-se maioritariamente na vizinha Noruega, em especiais utilizadas no Rali da Noruega de 2009. Vencedores do Rali de Monte Carlo, Sébastien Loeb e Daniel Elena regressam a um terreno onde só venceram por uma vez, em 2004. Portanto, os octa-Campeões do Mundo têm a vitória em mira. “Não é o terreno onde me sinto mais confortável, mas gosto bastante. É mesmo um dos melhores ralis do campeonato”, avisa Sébastien Loeb. “Se analisarmos as edições anteriores, estas são talvez as condições em que tenho a tarefa mais complicada. Quando saí de estrada em 2008, essa prova não se estava a mostrar um verdadeiro rali de inverno, pois as temperaturas positivas transformaram a neve em lama. No ano passado terminei em 6º, depois de ter passado o primeiro dia a limpar a estrada e depois de um furo... Quando as especiais estão cobertas de uma bela camada de gelo e neve, penso que consigo ser tão competitivo como os meus adversários”. Regularmente – para não dizer sistematicamente – penalizado por abrir a estrada nos anos anteriores, Sébastien Loeb não pode deixar de se regozijar com o novo regulamento desportivo: “Eu achava o sistema antigo injusto, pois o líder do campeonato era penalizado no arranque da prova seguinte. Agora só posso culpar-me a mim mesmo se tiver uma má posição na estrada. Não vai ser fácil escolher a posição de partida ideal. Na Suécia, os primeiros carros criam uma camada de gelo moído, que faz diminuir a aderência se saímos da trajectória ideal. Mas partir na frente pode ser penalizador, se houver um nevão durante a noite que cobra os troços de neve solta. Não podemos negligenciar qualquer parâmetro na decisão”. Para preparar esta prova, a Citroën Total World Rally Team realizou uma sessão de testes na Noruega com Mikko Hirvonen e depois com Sébastien Loeb. O finlandês participará já este sábado no Rali Finnskog. “O Mikko trouxe a sua própria experiência e ajudou a melhorar a afinação do DS3 WRC no gelo”, acrescenta Loeb. “Já testei as afinações e senti-me desde logo confiante. Progredimos bastante em relação a 2011”. “Depois de ter ganho as duas últimas edições do Rali da Suécia, tenho naturalmente como objectivo vencer”, confirma Mikko Hirvonen. “Penso que a luta vai ser mais apertada que em Monte Carlo, até porque vamos todos dispor dos mesmos pneus de princípio a fim. Para mim é um novo desafio que me motiva enormemente”. Três perguntas a… Mikko Hirvonen Quais são as sensações depois dos primeiros testes com o Citroën DS3 WRC na neve? “Foi muito agradável voltar a encontrar este tipo de condições de que gosto bastante. Ao contrário do Monte-Carlo, onde as condições de aderência variam constantemente, a neve e o gelo oferecem um nível de aderência constante. Desde os primeiros quilómetros que as minhas sensações com o carro foram boas. Trabalhámos em conjunto com os engenheiros e penso que encontrámos um bom compromisso para as condições extremas que caracterizam a Suécia e a Noruega. Estou muito satisfeito com o resultado no fim dos testes e penso que estamos prontos!” Pensa que pode conseguir uma terceira vitória na Suécia? “Em primeiro lugar penso que temos carro para ganhar. Mas, mesmo se estamos à partida de um rali que nos correu bem nos últimos quatro anos, o desafio será difícil. Fizemos um bom trabalho nos testes, mas o Citroën DS3 WRC é ainda novo para mim. Não posso prever qual será o meu nível de confiança nas especiais, mas sim, penso que tenho hipóteses”. Vai alinhar este sábado no Rali Finnskog na Noruega. Qual é o interesse desta participação? “O Rali da Suécia é uma prova importante para o Jarmo e para mim. Da nossa parte vamos apostar tudo para conseguir o melhor resultado possível num dos nossos terrenos de eleição. Trabalhámos muito nos testes, mas há sempre uma diferença entre o percurso que fazemos dezenas de vezes nos testes e as especiais em condições de prova. O Rali Finnskog vai permitir-nos confirmar o nosso ‘feeling’ com o carro, num terreno semelhante ao que vamos encontrar no Rali da Suécia”.

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